Descrição
VITAMINAS EM ALTAS DOSES NA MEDICINA INTEGRATIVA E ONCOLOGIA: EVIDÊNCIAS E PERSPECTIVAS SOBRE VITAMINA C, VITAMINA B12 E VITAMINA D
Palavras-chave:
medicina integrativa; vitamina C; vitamina B12; vitamina D; altas doses.
Este artigo analisa, de forma crítica, o uso de vitaminas C, B12 e D em altas doses na medicina integrativa e na oncologia. O objetivo é avaliar benefícios, limites e implicações clínicas, distinguindo plausibilidade biológica, perfis farmacocinéticos, segurança e desfechos relevantes para o cuidado. Adotou-se pesquisa bibliográfica e documental, qualitativa, exploratória-descritiva, com busca estruturada em bases científicas entre 2015 e 2025, seleção por critérios explícitos e síntese narrativa. Os resultados indicam que a vitamina C endovenosa atinge concentrações farmacológicas não alcançáveis por via oral, com sinal mais consistente para suporte sintomático e tolerabilidade terapêutica, embora permaneçam incertezas quanto a desfechos duros. A vitamina B12 apresenta elevada utilidade quando há deficiência documentada, com eficácia comparável entre regimes orais em altas doses e intramusculares, condicionada a adesão e monitoramento. A vitamina D tem racional sólido para correção de insuficiência, mas estratégias de megadoses requerem vigilância clínica e laboratorial, sem comprovação uniforme de superioridade para desfechos extra esqueléticos. Conclui-se que a adoção prudente, individualizada e monitorada pode maximizar benefícios e reduzir riscos, preservando a centralidade das terapias convencionais e orientando uma agenda de pesquisas multicêntricas com desfechos clínicos robustos.


