Início / Acervo / v. 1 n. 04 (2025): DEZEMBRO / SAÚDE
REPERCUSSÃO SISTÊMICA DO TRATAMENTO ENDODÔNTICO: RELAÇÃO COM DOENÇAS CRÔNICAS, DEGENERATIVAS, NEUROCOMPORTAMENTAIS, HORMONAIS E AUTOIMUNES
Rodrigo Venticinque
Editora Blest
Autor
Elizete Kaffer
Editora Blest
Autor
Juliana Varão
Editora Blest
Autor
Palavras-chave:
Tratamento endodôntico; Inflamação crônica; Doenças sistêmicas; Fisiopatologia; Odontologia sistêmica.
Resumo
Os elementos dentários integram um sistema biológico altamente vascularizado e metabolicamente ativo, cuja integridade influencia diretamente a homeostase sistêmica. Patologias periapicais provenientes de infecções endodônticas crônicas podem persistir mesmo após o tratamento convencional, levando à inflamação latente e disseminação de microrganismos ou produtos microbianos por via sanguínea. Evidências atuais demonstram que tais processos estão associados ao desenvolvimento ou agravamento de doenças crônicas, degenerativas, hormonais, neurocomportamentais e autoimunes. Este artigo tem como objetivo analisar criticamente a repercussão sistêmica do tratamento endodôntico, descrevendo mecanismos fisiopatológicos, rotas de disseminação, marcadores inflamatórios e possíveis correlações clínicas. A revisão foi realizada em bancos de dados como MEDLINE, Cochrane e PubMed, complementada por relatos técnicos e observacionais de profissionais com experiência em odontologia sistêmica. Os achados demonstram que a cavidade oral pode atuar como foco primário de infecção crônica, modulando doenças cardiovasculares, metabólicas, neuroimunológicas e autoimunes, reforçando a necessidade de vigilância clínica contínua, diagnóstico aprofundado e abordagem integrativa.